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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fogo!


Oies!
No fim de semana passado alugamos uma casa em Copacabana, uma praia que fica a pouco menos de 2 horas de Sydney. Fomos na sexta e voltamos na segunda. Tudo ótimo, muito vinho, perna de cordeiro assada com legumes e uma localização perfeita, de frente pro mar, ouvindo as ondas. Na manhã de sábado, o café da manhã seria ovos mexidos e bacon feito na churrasqueira, como manda a tradição Aussie. Pois então, o Phil ligou a churrasqueira e foi até a cozinha buscar o bacon. Nesse intervalo de menos de 1 minuto, a danada pegou fogo! Gente, pânico total! Bom, pânico total para mim (e acho que para as outras mulheres também). Os homens, pelo menos, começaram a tentar apagar o fogo. Primeiro com um coitado dum pano de prato, depois com uma toalha e água. Até que alguém lembrou de procurar um extintor de incêndio. Nessa hora eu, mais que depressa, corri para o carro mas cadê que eu achava o extintor???? Procurei, procurei, procurei e... não achei! Não achei porque não tem! Olha que coisa, extintor no carro é coisa de lei brasileira! Pois nessa hora a churrasqueira já estava derretida e eu apavorada, com medo do botijão explodir. Por mim, todo mundo se escondia no porão e ligava pro corpo de bombeiros, mas o Phil acabou achando uma mangueira e um dos nossos amigos enfiou o braço nas chamas pra desligar o gás. Sucesso, fogo apagado, mas esse nosso amigo teve uma queimadura feia e teve que ir pro hospital. Ele está bem e não deve ter cicatriz. E, com um remédio potente pra dor e um braço enfaixado, acabou conseguindo curtir o final de semana. Mas disso tudo, fica a lição: de Natal eu quero um extintor de incêndio! Beijos!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quem não tem Ipê se vira com Jacarandá!


Alous!
Aqui na Land Down Under é tempo de Jacarandá florescendo! Não sei se é a mesma árvore de madeira nobre que temos no Brasil, mas o nome é o mesmíssimo: Jacaranda e eles pronunciam Jack-a-REN-dah (a silába tônica é REN). Tá lindo o meu bairro, florido de lilás pra todo lado que eu olho. Me deu saudade da temporada dos Ipês, na Prudente de Morais, na Praça da Liberdade e por toda BH. Mas é isso aí, vou olhando as flores daqui e lembrando das daí, cada qual mais linda que a outra. Beijos!

domingo, 10 de outubro de 2010

The Commonweath Games


Oiês!
No momento estamos acompanhando os Commonweath Games, uma espécie de Jogos Pan-Britânicos, que estão sendo sediados em Delhi, na India. Antes dos jogos, muita controvérsia e muita repercussão por causa de ameaças de terrorismo, da desorganização dos indianos, do atraso nas obras (teve ponte despencando, teto de ginásio desabando e operário colocando grama e assentando tijolo nas vésperas da abertura!) e das más condições na vila olímpica (banheiros imundos, quartos inabitáveis). A coisa tava tão feia, que teve atleta que simplesmente cancelou a participação! No final das contas, os jogos estão transcorrendo sem grandes problemas (alguma reclamação de gente passando mal com virus, alguns insetos, mas vá lá...). Agora, não sei se é só impressão minha, mas não estou sentindo muito entusiasmo por aqui não... Embora tudo seja muito noticiado, as pessoas parecem não dar muita bola. Na opinião do Phil, esse jogos não têm graça, são como uma competição nacional, já que Australia ganha tudo... Eita esnobes! hehehe Pra nós, que comemoramos uma medalha de ouro em competições internacionais como se fosse a copa do mundo e recebemos o atleta vitorioso em caminhão do corpo de bombeiros, esse negócio de medalhas a perder de vista é impensável! Geeente, esses Australianos são competitivos em tudo! Nesse momento, está rolando o rockey feminino. No gelo? Não. Na grama mesmo, coisa mais sem jeito... E o tal de Netball? Ô esportezinho besta... pois aqui tudo quanto é esporte tem representação e eles estão sempre no topo. Não entendo... Com apenas 20 milhões de habitantes, como é que eles conseguem achar gente interessada em coisas tão diversas? Isso não entra muito na cabeça de uma brasileira que só se interessa por futebol e volley. Falando em volley, o Brasil ganhou hoje mais um campeonato mundial masculino e... NENHUMA REPERCUSSÃO AQUI! Não achei a notícia em nenhum jornal Australiano! Absurdo! Queria ver se fossem eles a ganhar, ué! Mas acho que isso não vai acontecer tão cedo porque, PELO MENOS EM VOLLEY, eles não chegam aos pés do Brasil, hehehehe
Beijos!!!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Take away!


Na onda do assunto "comidas", me lembrei de um detalhe da cultura australiana que ainda não apareceu aqui no blog: Take away!
No Brasil, quando não cozinhamos, a gente vai ao restaurante ou pede um "delivery", certo? Pois aqui, mais comum que delivery é você buscar a sua comida no restaurante. Eu sei que isso existe no Brasil, mas aqui é a regra. E é take away tudo! Começa de manhã, com o famoso café (capuccinos, flat whites e lattes). Todo mundo de copo de papel fumegando na mão. Milhares e milhares de cafés take away vendidos todos os dias só em Balmain. Esse sistema (muito comum também nos EUA e que deve ter vindo de lá, como todo fast food) ainda não pegou no Brasil. Somos um povo da xicrinha, do cafezinho preto, da garrafa térmica! Na minha última visita a BH notei uma certa popularidade de um lugar chamado California Coffee, que vende café pra viagem nos mesmos copos de papel daqui, mas que porcaria!!!! Não parece, nem de longe, com o gostoso café daqui e duvido que vá pegar... Ainda bem! Num mundo onde tudo vai se massificando, viva a força da cultura do cafezinho brasileiro!
Pois então, além do café take away, vai sempre um croissant, um pote de iogurte, uma torrada com geléia, um bolo de banana embrulhado no saquinho marrom.
Costuma ser uns centavos mais barato comprar take away do que consumir no local. Isso porque custa mais ser servido por um funcionário, sem contar que muitos lugares tem pouquíssimo espaço pra mesas.
Na hora do almoço, então, é sushi e comida chinesa na vasilhinha de plástico, sanduíche no saquinho de papel, sopa no potinho de isopor e lá vão os australianos de volta às mesas de trabalho ou aos bancos de praça comer os seus almoços! Na hora do jantar, quando bate a preguiça de cozinhar, vai a pergunta: Let's have take away? E toca pro restaurante thai da esquina buscar a vasilhinha.
Beeeeeeeeeeijos

terça-feira, 28 de setembro de 2010

It's all about food!


Alou, hey, hey!
Pois então... Eu sempre gostei de comer bem e sempre me interessei por comida, mas pelo jeito não sou só eu! Comida aqui é uma febre!!! Não estou falando de comida pra viver... tô falando é de viver pra comida, rsrsrsrs
O assunto vem antecipar o Sydney Internacional Food Festival 2010, em que os chefes e foodies (essa é a expressão para as pessoas que amam comer) se encontrarão em diversos eventos e lugares, públicos e privados, livres e pagos, de todos os tamanhos e preços. Imagino que o sucesso esse ano seja enorme, já que estamos vivendo um tsunami de popularidade da gastronomia. Mas é isso mesmo: o passatempo preferido de quem mora em Sydney é assentar num café curtindo um latte com uma guloseima ou tomar café-da-manhã ou brunch no fim de semana num lugar bacana ou sair pra jantar ou ficar em casa cozinhando para a família e os amigos ou assistir ao programa de tv mais visto dos últimos tempos: Masterchef Australia, com 5 milhões de telespectadores no episódio final da última temporada. E chef aqui tá podendo mais que artista da novela das 8 no Brasil, minha nega! Todo mundo conhece Neil Perry, Matt Moran, Peter Gilmore, só para citar alguns chefs dos restaurantes mais badalados. Prá vocês terem uma idéia, o Patissier mais famoso daqui, que por acaso fica no meu bairro, tem uma lojinha estreita em que os consumidores fazem longas filas para provarem os seus doces, ao preço de, no mínimo 5,50 dolares por uma tortinha de limão, chegando a 10 dolares por uma sobremesa mais elaborada (confiram as fotos no site: http://adrianozumbo.com/gallery/). E nessa onda, todo mundo vai inventando moda, equipando a cozinha com panelas francesas e mil equipamentozinhos pra acertar os detalhes das receitas sofisticadas que vão invadindo os lares (só pra ilustrar, depois que ensinaram a fazer creme brulée no Masterchef, faltou maçarico de cozinha na praça!). Outra consequência dessa onda, é a quantidade de gente que anda querendo aprender a cozinhar ou mesmo virar chef, montar restaurante ou café, escrever livro de culinária (imaginem vocês o tamanho da sessão desses livros nas livrarias!) ou ter programa de culinária na televisão (mais um? Não vai sobrar espaço pra outra coisa!) Do mais, dá-lhe sabores exóticos (ex: macaroon de gorgonzola - sério, eu provei), especiarias (alguém aí já usou mastic?), experimentação... tudo pra chamar a atenção, afinal, nesse mar coalhado de sardinha, bacalhau é rei!
Beijos!!!!
Ah, volto a escrever pra contar do festival
Ps: por falta de outra foto, neste post vai uma frugal torta de limão da Patisserie Renaissance.

domingo, 19 de setembro de 2010

Sydney Roosters e Powderfinger


Oiês!
Pois então! Fui ao meu primeiro show na Austrália! Shame on me! Perdi muito show sensacional desde que cheguei, inclusive ACDC, Metallica... mas vá lá, pelo menos comecei a compensar o tempo perdido! Ontem fui ao Powderfinger no Sydney Entertainement Center, maravilhoso! Prá começar, o show de abertura foi do JET, que matou a pau! Muito bom mesmo! Prá quem gosta do bom e velho rock'n roll, JET é uma banda australiana que que tem muita música boa. Depois veio o Powderfinger, na sua turnê de despedida - ai, logo agora que euzinha virei fã!!! Muito, muito bom, tanto o show de imagens quanto a performance dos caras. E que maravilha o local do show, acústica excelente, confortável, grande o suficiente pra ser emocionante, mas não tão grande que você nao consegue se aproximar do palco. E nós, que estávamos mais para o final da pista, tivemos a maior surpresa quando os caras foram tocar lá atrás! Pois é, no final de uma música, eles saíram do palco e começaram uns videos. De repente, a banda apareceu bem atrás de nós e tocou duas músicas prá uma galera que foi à loucura, muito, muito bom! Outra dica, então, prá quem não conhece essa banda: eles estao encerrando a carreira, mas deixaram muita coisa boa, vale conferir! Do mais, o fim de semana até que teve muito movimento. Antes do show eu fui a um tal de Brazil Festival ou Brazil Day em Darling Harbour. Foi legal, teve barraquinhas com comida brasileira (pastéis, coxinhas, empadas, doces, bobo, churrasquinho, feijão e farofa, etc...), biquinis, roupas e serviços (consulado, escola de inglês...) e uma tenda com música e apresentação de capoeira. Música? Axé, sertanejo e pagode, claro... Ó ceus, mas que mierda!!!! E a única coisa diferente que tocou foi Jorge Ben Jor (moro, num pais tropical... teteteteteterete...) e JQuest. No geral, foi bom. O que não foi nada bom foi ter a minha fila furada por brasileiros cara-de-pau na hora de comprar pastel. Ô raiva, viu? A brasileirada viaja e fica deslumbrada com a educação dos gringos, mas NAO APRENDE!!! Enfim...
Do mais, na sexta-feira, vi o meu Galo vencer! Gaaaaaaaaalo! Pelo menos aqui eu vejo um Galo forte e vingador, arrasando o adversário! Infelizmente, eu não estou falando de futebol... Foi no Rugbi League. Fomos ver um jogo das quartas de final: Sydney Roosters x Penrith Panthers. Os Roosters mataram os Panthers, para a minha alegria (Galo até morrer, mesmo que seja em outro esporte) e tristeza do maridão (que é fã dos Panthers). Bom, é isso aí! Boa semana, beeeeeeeeeeijos

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tô aqui, ali e acolá hoje


Ai, ai... Enquanto alguém que eu acho que é o Michael Jackson canta uma breguiçe cujo refrão é “IIIIIIIIIIIIIIII miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiss you” na maior altura e o Nadal dá um puxão na cueca entre uma raquetada e outra nas quartas de final do US Open, eu vou fazendo o que posso pra passar o meu tempo. CALA A BOCA, Ô MICHAEL! Tô tentando me concentrar aqui, ou!
Pois então, tô em Santiago, esperando passar mais 2 horinhas até o embarque do meu voo para Sydney, passando por Auckland. Metade das minhas decolagens e aterrissagens já se foi, ufa! Pra quem sua de medo de avião como eu (coisa que começou ha uns anos e vem piorando) é assim: vou contando de uma (pra cima) em uma (pra baixo) até chegar. E a TAM não me ajudou nessa... Nada de mais, só uma aterrisagem em que o avião quase quicou de tanto que a dona pilota jogou o bichão na pista, arre!
Puts, a trilha sonora desse restaurante tá de matar, socorro! Quem resolveu ressucitar os anos 80 devia estar louco, viu! Opa, lá vem a trilha do Footloose, “I need a hero!”
Bom, são 11 da noite (horario de Brasilia)
UFA! Desligaram a musica e veio a narração do jogo, aêeeeeeeeeeee!
Pois então, são 11 da noite e eu tô na estrada desde as 9 da manhã, quando saí de casa pra ir a Confins. Por lá foi tudo bem, apesar de uma certa melancolia da despedida da mamae, da tia e do pai. Chegando em Guarulhos, check in sem problemas e resolvi ir almoçar, já que meu vôo pra Santiago só ia sair as 16:40... e, aí... meu único assalto no Brasil! Foi no Mac Donnalds, gente! R$ 11,50 o Mac Fish! Só o sanduíche, credo!
No voo da Lan, tudo ótimo. Lugar na janela, voo vazio, ninguém do lado e um monte de filme que eu não tinha visto. Mas eu não contava com a confusão que os chilenos (quase a totalidade dos passageiros) iam aprontar. Uma falação na maior altura que tava atrapalhando de escutar o filme! E foi só o avião decolar pra umas 20 pessoas pularem da cadeira ao mesmo tempo e danarem a andar de um lado pro outro, assentar em encostos, abrir bagageiros, enfim, uma festa. Aí vieram as criancinhas, umas engatinhando no corredor, outras correndo, berrando e um gorduchinho que cismou comigo e resolveu estacionar na minha frente e ficar me encarando, é mole?
Mas nada me tirou o bom humor, a decolagem foi tranquila e eu tava adorando o novo Karate Kid! Acaba o filme e pulei pro Principe da Persia, uma bobagem, mas bom tambem! Quando menos espero, la vem o Capitan avisar que estamos pousando. Peraíiiiiiiiiii, tá no finaaaaaaaaal, na cena mais emocionante, aaaaaaaaaaaaaahhh Tem jeito não, lá se foi o sistema de entretenimento! Tomara que no próximo voo esse filme tambem esteja passando!
Aterrizamos mansinho (ponto pra Lan) e agora é esperar a parte mais longa e sofrida da jornada. O dramin e o travesserinho estão a postos! Hasta luego!
Pois pra terminar, conto que já estou em casa. O voo até Auckland foi duro, mas sem problemas. Dormi um sono picado (claro, não sei dormir sentada), mas não sofri demais não... Terminei de ver o Principe da Persia e no voo seguinte, pra Sydney, vi Robin Hood.
No final das contas, gostei do serviço da Lan e sobrevivi à jornada. Não é mole, mas a recompensa é grande!
Até a volta e aguardo visitas dos que animarem a viagem!!!!
Beijos, beijos