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sábado, 29 de outubro de 2011

I love my Home!

Nossa, quanto tempo! Tirei longas férias ou tive um bloqueio de escritora, sei la, mas voltei. Já tem um tempo que a vontade de escrever aqui vem batendo... Começou com a primavera, eu acho. Começou no meu caminho para o trabalho.

Eu, aqui, tenho a sorte de morar num lugar fantástico, em Balmain East, pertinho de um ponto de ferry boat. Da janela do meu quarto eu vejo a baía de Sydney e o CBD (o Central Business District - que é como os Australianos chamam o centro da cidade, ou a City).
Pois então, pra ir ao trabalho, eu tomo o ferry boat até Pyrmont Bay, uma viagem agradabilíssima de 10 minutos. E de lá, eu caminho por 20 minutos por Darling Harbour, Darling Quarter e o centro até chegar no prédio da Ernst, que fica na fronteira da City com Chinatown.
E esse caminho, com a primavera, é a coisa mais linda! Sydney azul e brilhante, a água da baía tão transparente que dá pra ver os peixes enquanto eu caminho.
E agora, com a temporada de cruzeiros, eu tenho uma visão a mais, dos enormes navios passando do lado do ferry. Nos dias chuvosos e cinzas, Sydney não é a mesma. Dá um dó dos turistas que chegam aqui pra passar um ou dois dias e encontram a cidade velada, fria, silenciosa... Sydney não combina com chuva. Pois esse meu caminho tem enchido a minha cabeça de ideias e de vontade de compartilhar cada passo, especialmente quando eu atravesso Darling Quarter, que é uma áera nova que acabou de inaugurar. O que antes era um espaço vazio, sem muito interesse, virou uma área totalmente nova, com prédios de escritório, restaurantes, bares, cafes e um enorme playground.
Gente, esse playground... Enorme! Balanços de todos os tipos, tirolesa, escorregadores, tanque de areia, estruturas para as crianças escalarem e muitas fontes, esguichos e água jorrando para as criancas se refrescarem no verão. E banheiros preparados para famílias. Tudo de graça, tudo limpo, tudo funcionando. E todos os dias, de manhã, funcionários varrem, limpam e arrumam tudo para mais um dia.
Que sensação boa que dá ver o dinheiro que a gente paga em impostos (e bota dinheiro nisso!) sendo bem utilizado. E para os adultos, uma área gramada com cadeiras, espreguiçadeiras, tapetes para piquenique, mesas de ping pong e, ao redor, cafes e restaurantes. Cada um mais bacana que o outro. Descobri, aliás, em um desses cafes, o melhor pain au chocolat que eu já comi (agora eu preciso de uma lobotomia pra esquecer isso!!!!). Enfim, depois de dois anos e dois meses em Sydney, eu continuo descobrindo e apreciando as coisas que fazem desta cidade, um lugar tão bom de se viver! E de se visitar!!!! Beijos!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Enchentes


Alous, alous!
Feliz Natal atrasado e Feliz 2011! Aqui meu terceiro Natal australiano correu muito bem, na fazenda, como sempre, com a novidade do mais recente agregado, nosso sobrinho Jack Murray, nascido em 21/12/10. Do mais, muita comilança e muito descanso, até porque o tempo não deixou a gente fazer outra coisa. Fez frio e choveu muito! Choveu tanto que a estrada até Warwick alagou, assim como o centro da cidade e inúmeras outras cidades no estado de Queensland. Pra nós não teve problema, já que a fazenda fica no alto de uma colina, mas muita gente aqui tá passando aperto até hoje! Pelo que eu vi na tv, a regiao alagada já é maior do que a França e a Alemanha juntas e o prejuízo está sendo estimado em 5 bilhoes de dolares, ai!
Em tempo: a foto é da estrada entre a fazenda e Warwick.
Beijos
Nossa, quanta coisa mudou desde que eu escrevi esse post em 04 de janeiro. Tudo virou uma grande tragédia, aqui e no Brasil. Itaipava, Teresópolis, Nova Friburgo... muito muito tristes as imagens vistas na tv. 500 pessoas morreram e o número ainda vai subir! Aqui, a tragédia foi em Toowoomba e no Lockyer Valley, onde um Tsunami em terra varreu uma pequena comunidade, sem aviso, matando pessoas e animais e arrasando tudo o que estava no seu caminho. E Brisbane ficou debaixo d`água também. O rio transbordou e dezenas de milhares de casas ficaram submersas. Um horror. Mas de tudo isso, uma coisa incrível: a solidariedade das pessoas. Um exército de voluntários está limpando as casas e a cidade agora que as águas baixaram. Milhares de pessoas de galocha fazendo fila com pás, mangueiras, vassouras. E que tarefa hercúlea! A lama deixada pra trás é horrenda e tóxica. O lixo produzido (carros, moveis, eletrodomésticos e tudo o que estava dentro das casas) é absurdamente gigantesco! Mas ninguém se desespera, todos partem pra ação, entre lágrimas e risos, já que o único caminho é lutar para se colocar de pé. Outra boa noticia são os milhões de dólares doados para o fundo da tragédia. No Brasil, eu ainda não sei, mas tenho certeza que a solidariedade será a mesma. Espero que a eficiência e a honestidade no manejo das doações acompanhe o ritmo australiano.
Beijos

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fogo!


Oies!
No fim de semana passado alugamos uma casa em Copacabana, uma praia que fica a pouco menos de 2 horas de Sydney. Fomos na sexta e voltamos na segunda. Tudo ótimo, muito vinho, perna de cordeiro assada com legumes e uma localização perfeita, de frente pro mar, ouvindo as ondas. Na manhã de sábado, o café da manhã seria ovos mexidos e bacon feito na churrasqueira, como manda a tradição Aussie. Pois então, o Phil ligou a churrasqueira e foi até a cozinha buscar o bacon. Nesse intervalo de menos de 1 minuto, a danada pegou fogo! Gente, pânico total! Bom, pânico total para mim (e acho que para as outras mulheres também). Os homens, pelo menos, começaram a tentar apagar o fogo. Primeiro com um coitado dum pano de prato, depois com uma toalha e água. Até que alguém lembrou de procurar um extintor de incêndio. Nessa hora eu, mais que depressa, corri para o carro mas cadê que eu achava o extintor???? Procurei, procurei, procurei e... não achei! Não achei porque não tem! Olha que coisa, extintor no carro é coisa de lei brasileira! Pois nessa hora a churrasqueira já estava derretida e eu apavorada, com medo do botijão explodir. Por mim, todo mundo se escondia no porão e ligava pro corpo de bombeiros, mas o Phil acabou achando uma mangueira e um dos nossos amigos enfiou o braço nas chamas pra desligar o gás. Sucesso, fogo apagado, mas esse nosso amigo teve uma queimadura feia e teve que ir pro hospital. Ele está bem e não deve ter cicatriz. E, com um remédio potente pra dor e um braço enfaixado, acabou conseguindo curtir o final de semana. Mas disso tudo, fica a lição: de Natal eu quero um extintor de incêndio! Beijos!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quem não tem Ipê se vira com Jacarandá!


Alous!
Aqui na Land Down Under é tempo de Jacarandá florescendo! Não sei se é a mesma árvore de madeira nobre que temos no Brasil, mas o nome é o mesmíssimo: Jacaranda e eles pronunciam Jack-a-REN-dah (a silába tônica é REN). Tá lindo o meu bairro, florido de lilás pra todo lado que eu olho. Me deu saudade da temporada dos Ipês, na Prudente de Morais, na Praça da Liberdade e por toda BH. Mas é isso aí, vou olhando as flores daqui e lembrando das daí, cada qual mais linda que a outra. Beijos!

domingo, 10 de outubro de 2010

The Commonweath Games


Oiês!
No momento estamos acompanhando os Commonweath Games, uma espécie de Jogos Pan-Britânicos, que estão sendo sediados em Delhi, na India. Antes dos jogos, muita controvérsia e muita repercussão por causa de ameaças de terrorismo, da desorganização dos indianos, do atraso nas obras (teve ponte despencando, teto de ginásio desabando e operário colocando grama e assentando tijolo nas vésperas da abertura!) e das más condições na vila olímpica (banheiros imundos, quartos inabitáveis). A coisa tava tão feia, que teve atleta que simplesmente cancelou a participação! No final das contas, os jogos estão transcorrendo sem grandes problemas (alguma reclamação de gente passando mal com virus, alguns insetos, mas vá lá...). Agora, não sei se é só impressão minha, mas não estou sentindo muito entusiasmo por aqui não... Embora tudo seja muito noticiado, as pessoas parecem não dar muita bola. Na opinião do Phil, esse jogos não têm graça, são como uma competição nacional, já que Australia ganha tudo... Eita esnobes! hehehe Pra nós, que comemoramos uma medalha de ouro em competições internacionais como se fosse a copa do mundo e recebemos o atleta vitorioso em caminhão do corpo de bombeiros, esse negócio de medalhas a perder de vista é impensável! Geeente, esses Australianos são competitivos em tudo! Nesse momento, está rolando o rockey feminino. No gelo? Não. Na grama mesmo, coisa mais sem jeito... E o tal de Netball? Ô esportezinho besta... pois aqui tudo quanto é esporte tem representação e eles estão sempre no topo. Não entendo... Com apenas 20 milhões de habitantes, como é que eles conseguem achar gente interessada em coisas tão diversas? Isso não entra muito na cabeça de uma brasileira que só se interessa por futebol e volley. Falando em volley, o Brasil ganhou hoje mais um campeonato mundial masculino e... NENHUMA REPERCUSSÃO AQUI! Não achei a notícia em nenhum jornal Australiano! Absurdo! Queria ver se fossem eles a ganhar, ué! Mas acho que isso não vai acontecer tão cedo porque, PELO MENOS EM VOLLEY, eles não chegam aos pés do Brasil, hehehehe
Beijos!!!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Take away!


Na onda do assunto "comidas", me lembrei de um detalhe da cultura australiana que ainda não apareceu aqui no blog: Take away!
No Brasil, quando não cozinhamos, a gente vai ao restaurante ou pede um "delivery", certo? Pois aqui, mais comum que delivery é você buscar a sua comida no restaurante. Eu sei que isso existe no Brasil, mas aqui é a regra. E é take away tudo! Começa de manhã, com o famoso café (capuccinos, flat whites e lattes). Todo mundo de copo de papel fumegando na mão. Milhares e milhares de cafés take away vendidos todos os dias só em Balmain. Esse sistema (muito comum também nos EUA e que deve ter vindo de lá, como todo fast food) ainda não pegou no Brasil. Somos um povo da xicrinha, do cafezinho preto, da garrafa térmica! Na minha última visita a BH notei uma certa popularidade de um lugar chamado California Coffee, que vende café pra viagem nos mesmos copos de papel daqui, mas que porcaria!!!! Não parece, nem de longe, com o gostoso café daqui e duvido que vá pegar... Ainda bem! Num mundo onde tudo vai se massificando, viva a força da cultura do cafezinho brasileiro!
Pois então, além do café take away, vai sempre um croissant, um pote de iogurte, uma torrada com geléia, um bolo de banana embrulhado no saquinho marrom.
Costuma ser uns centavos mais barato comprar take away do que consumir no local. Isso porque custa mais ser servido por um funcionário, sem contar que muitos lugares tem pouquíssimo espaço pra mesas.
Na hora do almoço, então, é sushi e comida chinesa na vasilhinha de plástico, sanduíche no saquinho de papel, sopa no potinho de isopor e lá vão os australianos de volta às mesas de trabalho ou aos bancos de praça comer os seus almoços! Na hora do jantar, quando bate a preguiça de cozinhar, vai a pergunta: Let's have take away? E toca pro restaurante thai da esquina buscar a vasilhinha.
Beeeeeeeeeeijos

terça-feira, 28 de setembro de 2010

It's all about food!


Alou, hey, hey!
Pois então... Eu sempre gostei de comer bem e sempre me interessei por comida, mas pelo jeito não sou só eu! Comida aqui é uma febre!!! Não estou falando de comida pra viver... tô falando é de viver pra comida, rsrsrsrs
O assunto vem antecipar o Sydney Internacional Food Festival 2010, em que os chefes e foodies (essa é a expressão para as pessoas que amam comer) se encontrarão em diversos eventos e lugares, públicos e privados, livres e pagos, de todos os tamanhos e preços. Imagino que o sucesso esse ano seja enorme, já que estamos vivendo um tsunami de popularidade da gastronomia. Mas é isso mesmo: o passatempo preferido de quem mora em Sydney é assentar num café curtindo um latte com uma guloseima ou tomar café-da-manhã ou brunch no fim de semana num lugar bacana ou sair pra jantar ou ficar em casa cozinhando para a família e os amigos ou assistir ao programa de tv mais visto dos últimos tempos: Masterchef Australia, com 5 milhões de telespectadores no episódio final da última temporada. E chef aqui tá podendo mais que artista da novela das 8 no Brasil, minha nega! Todo mundo conhece Neil Perry, Matt Moran, Peter Gilmore, só para citar alguns chefs dos restaurantes mais badalados. Prá vocês terem uma idéia, o Patissier mais famoso daqui, que por acaso fica no meu bairro, tem uma lojinha estreita em que os consumidores fazem longas filas para provarem os seus doces, ao preço de, no mínimo 5,50 dolares por uma tortinha de limão, chegando a 10 dolares por uma sobremesa mais elaborada (confiram as fotos no site: http://adrianozumbo.com/gallery/). E nessa onda, todo mundo vai inventando moda, equipando a cozinha com panelas francesas e mil equipamentozinhos pra acertar os detalhes das receitas sofisticadas que vão invadindo os lares (só pra ilustrar, depois que ensinaram a fazer creme brulée no Masterchef, faltou maçarico de cozinha na praça!). Outra consequência dessa onda, é a quantidade de gente que anda querendo aprender a cozinhar ou mesmo virar chef, montar restaurante ou café, escrever livro de culinária (imaginem vocês o tamanho da sessão desses livros nas livrarias!) ou ter programa de culinária na televisão (mais um? Não vai sobrar espaço pra outra coisa!) Do mais, dá-lhe sabores exóticos (ex: macaroon de gorgonzola - sério, eu provei), especiarias (alguém aí já usou mastic?), experimentação... tudo pra chamar a atenção, afinal, nesse mar coalhado de sardinha, bacalhau é rei!
Beijos!!!!
Ah, volto a escrever pra contar do festival
Ps: por falta de outra foto, neste post vai uma frugal torta de limão da Patisserie Renaissance.