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domingo, 16 de maio de 2010

Sorry, thank you, please!


Oies,
Estava eu escrevendo um comentário no blog da minha amiga Luiza www.viajarvicia.blogspot.com (passem lá) quando me lembrei de uma diferença cultural entre o Brasil e a Australia que sempre me chama a atenção. É a importância que os Australianos dão a essas palavras! Nós também damos importância, eu sei, mas a maneira de expressarmos gratidão me parece um pouco diferente (bom, eu acho!).
Aqui tem que falar obrigada e por favor pra tudo! Um bom exemplo é o que acontece à mesa. Se você for comer na casa de alguém, tem que começar a agradecer na hora que vê a comida (That looks great, thank you!), quando dá a primeira garfada (that is great, thank you!), no meio da refeição (that is really great, thank you!) e profusivamente ao final (that was beautiful, thank you!). E isso acontece em família, maridos e filhos agradecendo a mãe (se foi ela que faz ou organizou o jantar) todo santo dia! Todo esse "thank you, thank you" me fez pensar como é que nós nos comportamos no Brasil e cheguei à conclusão de que não somos mal educados, somos diferentes! Pode até ser que alguém agradeça, mas nossa forma de agradecimento está mais no elogio. É importante para o cozinheiro brasileiro receber um elogio e, principalmente, ver os convidados comendo bastante e repetindo o prato. Aqui, aliás, repetir o prato não é tão bem visto. Você tem que ser íntimo pra fazer isso. Já o "please" parece vir grudado no final das frases e é uma importante medida da boa educação. Criancinhas aprendem a dizer please imediatamente após pronunciarem "mamae" e "papai" e já com 1 aninho são ensinadas a dizer "piiiis" quando querem alguma coisa e mamãe não entrega nem água se não ouvir a palavrinha mágica! Ninguém responde apenas "yes" a uma pergunta do tipo, aceita um copo dágua? No Brasil, uma resposta, "quero sim" ou "vou aceitar sim" dita com boa entonação passa batida, sem ninguém achar que a pessoa que respondeu assim foi criada por coiotes. Acho que isso tem a ver com a complexidade da nossa comunicação, que depende muito do tom de voz e da expressão corporal. Aqui vou contar um caso da mamãe durante a sua visita à Austrália. Sem saber muito inglês, mamãe arrancou elogios de todo muito com a sua boa comunicação. Quando ela não sabia o que dizer, simplesmente sapecava um "ohhhhhhhh... aaaaaaaaaaahhhhhhh, ó! cada um com diferentes entonações e duração, rsrsrs e com isso ela expressava muito bem o seu apreço, espanto, indignação e tudo mais! Sobre o "sorry", a diferença é que aqui eles usam não só para desculpas, mas também para pedir licença. É raro eu ouvir um "excuse me" quando alguém quer passar. O tempo todo é "sorry!" É isso aí, a cada dia aprendo um pouco mais sobre as sutilezas das nossas culturas. Em um mundo tão homogeneizado, ainda tem muita pelotinha particular de cada cultura flutuando! beeeeeeeeeijos e obrigada por lerem o blog, hehehehehe

domingo, 25 de abril de 2010

Anzac Day 2010


Segundo Anzac Day na Austrália, mas o primeiro em Sydney e eu resolvo conferir a Parada. Essa coisa de parada nunca foi a minha... nunca gostei de assistir às paradas do Sete de Setembro (me dá a mesma melancolia que eu sinto quando vejo um Circo), nunca achei graça em desfiles em geral, mas eu continuo firme no propósito de aprender o máximo sobre a cultura desse país que virou a minha casa. E Anzac Day aqui é coisa séria. Além de Paradas em tudo quanto é lugar, centenas de Australianos se deslocam todo ano para Gallipoli, na Turquia, para honrar e lembrar os soldados que lutaram e morreram naquelas praias na Primeira Guerra Mundial. A cobertura jornalística dura uma semana, com histórias reais, entrevistas e documentários. Bandeiras da Australia e da Nova Zelândia adornam as ruas e Anzac biscuits (vejam o post do ano passado!) estão em todas as vitrines. No dia 25 ramos de alecrim são alfinetados nas lapelas e missas e cultos são celebrados na madrugada. O tema da Parada - honra aos Anzacs (Lest we forget - não nos esqueçamos)- me emociona e entristece. Sinto um enorme empatia pelos velhinhos fardados e suas medalhas sustentadas no peito com orgulho e pelos familiares e descendentes de soldados que sofreram traumas e perdas nas inúmeras guerras que tiveram a participação australiana, mas me choco um pouco ver slogans como "swift to destroy" (rápido para destruir) em bandeiras que anunciavam os batalhões. Nessa era do politicamente correto, em que usar o nome errado para se referir a qualquer grupo minoritário dá até cadeia, pode bater palma para algo que significou a matança de gente boa de um lado e de outro? Mas não estamos ali pra isso (pelo menos eu quero acreditar que não), estamos ali para celebrar as PESSOAS e não a guerra, então eu me junto aos Australianos e Neozelandeses e sorrio para os veteranos e aplaudo as bandas uniformizadas com tambores e gaitas de fole que dão um ritmo forte e alegre à marcha dos soldados.
A foto da postagem eu tirei do site do Sydney Morning Herald porque eu esqueci de levar a minha câmera. Mais imagens em http://www.smh.com.au/photogallery/national/anzac-day-around-the-world/20100425-tkyb.html

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Easter Show!


Tô em casa de novo, depois de um conto de fadas! O último mês foi sensacional, com a visita da mamãe, da Lu e da Maria Alice e todos os passeios que fizemos (o blog ficou de lado nesses dias, mesmo com tanta coisa pra contar!!! Não dava tempo...). Depois veio o casamento e a lua de mel. Agora tá tudo tão estranho, tão parado, rsrsrsrs Pois então, resolvi sacudir a poeira e conferir o Sydney Royal Easter Show!!!
O Easter Show é uma feira rural enorme, com exposição de animais (gado, ovelhas, cavalos), competições diversas (concurso de rachar lenha, equitação), shows, curiosidades (o cavalo mais alto do mundo, leitões que mergulham e apostam corrida, gansos de roupinha pastoreados por cães treinados) além de parque de diversões, barracas de produtos diversos e muuuuuuuuuuuuuita junk food! É uma verdadeira instituição australiana que acontece todo ano, em várias cidades (com nomes diferentes e não necessariamente na mesma época) e a de Sydney é a maior de todas elas. É impressionante como esse evento atrai milhões de pessoas, especialmente famílias com crianças e bandos de adolescentes. Para os primeiros, é uma mistura de céu e inferno. Tudo começa com a viagem até o Parque Olímpico (é loooooooonge...), carregando carrinhos, sacolas e crianças excitadíssimas querendo ver tudo, comer de tudo e brincar em todos os brinquedos. Satisfeitos e orgulhosos de promoverem um momento família tão genuíno, pais e mães lambuzam os filhotes com filtro solar 50 e abrem as carteiras!
Horas adiante, debaixo do sol a pino e entupidas de salsichões empanados (os famosos Dagwood Dogs - olha eles aí na foto!), raspadinha azul de 1 litro, balas, chocolates e sorvetes, as crianças estão nervosas e exaustas e as mais velhas disputam com as menores o assento no carrinho, resultando em uma criança enorme espremida no carrinho e uma menor no colo revezado da mãe e do pai (no andar de baixo do carrinho às vezes vai mais uma criança de colo). Finalmente, em toda alça livre e em todo braço desocupado vão espadas de brinquedo, bichos de pelúcia e "show bags". Show bag, aliás, é uma parte importantíssima do evento, antecipada pela criançada que nem o Natal e nada mais é do que uma sacola de plástico temática (pode ser do Homem-aranha, da Dora The Explorer, da Coca-Cola ou inúmeras mais) custando de 1 dolar, contendo míseras balinhas, a 30 dolares, com toda a linha de chocolates da Cadbury ou com malas de verdade da Barbie. Pois depois de horas perambulando pelos pavilhões, pais exaustos e com as carteiras dilapidadas de pagar entrada, comidas, show bags, tíquetes para os brinquedos e garrafinhas de água mineral a 4 dólares cada, arrastam filhotes de volta ao trem ou estacionamento (looooonge...) certamente se questionando se tudo isso vale a pena, mas, vá lá, essa dor é passageira e até o ano que vem estará completamente esquecida!
Já para os adolescentes, o Easter Show é a oportunidade de ouro de paquerar à vontade (as meninas fazem o possível para chamar a atenção em shorts e tops microscópicos), fazer muito barulho, andar de havaianas ou pés descalços, comer e beber bobagem, enfim, fazer o que der na telha, longe da supervisão dos pais e da rigidez da escola.
Pra mim, uma verdadeira experiência antropológica! Bem... por enquanto, né? Se tudo der certo, em alguns anos serei eu uma das mães carregando Show Bags! Beeeeeeeeeeijos!

Números das duas semanas de duração do Sydney Royal Easter show: 900.000 visitantes, 100.000 expectadores do show dos leitões de corrida, 140.000 Dagwood Dogs comidos e sabe-se lá quantas garrafinhas de água a 4 dólares vendidas...

sábado, 10 de abril de 2010

França!

E o blog voltou a viajar!!! De volta a Europa, de volta a Paris e pela primeira vez na Provance e em Courchevel! Nossa, nem sei por onde começar! Em Paris, uma viagem diferente, mais relaxada, sem muito compromisso, a não ser comer e beber bem todas as noites! E vivas para o Grand Hotel Saint Michel (na frente da Sorbonne) e para o nosso quarto no quinto andar com varanda e vista para os telhados de Paris! Pois de dia o programa era o que há de melhor, andar pela cidade mais linda do mundo! Como sempre, meu ponto de partida é a Notre Dame, coração da cidade! Entro na Catedral mais uma vez maravilhada e sem acreditar na minha sorte de estar de volta. Agradeço e peço pra voltar! Dali, passeio pela ilha, depois pelo Marais, passando pela Rua Montorgueil
(só pra ver a vitrine da Storher desta vez)
e terminando nos aredores da Opera. A noite, jantar no ótimo Le Comptoir, em Le Halles. No dia seguinte, Louvre, mais passeios e jantar no Quartier Latin. Terceiro dia, chuva e frio na fila da Torre Eiffel, mas quem liga pra isso? Aliás, no alto da Torre, o que a gente viu foram flocos de neve!!! rsrsrsr Mas tudo bem, na hora de ir embora o sol já foi saindo, em tempo de fazermos um passeio em Montmartre com céu azul anil! Jantar de novo no Quartier Latin (nada como ter mil restaurantes bons a poucos quarteirões do hotel!). Sexta-feira tomamos o TGV para Avignon. Amo trem! Meio de transporte preciso, rápido, conveniente e agradável! Chegamos ainda cedo, em tempo de ver o Palais du Pape com calma e de fazer hora no boteco da praça, tomando vinho e cerveja. A noitinha, jantar no Le Grand Cafe (linda decoração e comida excelente!). Dia seguinte, toca pra Carcassone e lá o nosso ritmo segue devagar, passeando pela cidade e fazendo hora nos bares de rua pra ver o povo passar. A noite... adivinha... jantar delicioso, claro, com muito vinho e váaaaarios pratos, rsrsrsrs No dia seguinte, é hora de irmos para a Mas La Chauvette, meu pouso preferido na Provance (huahuahua, sou très chic!).
Ah... era exatamente o que eu queria para a minha lua de mel, um lugar lindo e sossegado para ser o nosso porto seguro! Além da recepção super calorosa da proprietária, a Anne, e de um quarto aconchegante e lindamente decorado, o melhor café da manhã de todos os tempos! Pão fresquinho, bolinho feito em casa, queijos locais, frutas silvestres, iogurte, geléias com ingredientes regionais, croissants e suco de cereja, gente!!! - tudo com o toque pessoal da anfitriã. Ahhh, não dava vontade de sair daquela casa, mas os super roteiros da Anne (e o santo GPS) nos levaram a lugares especiais! No primeiro dia, só descanso e jantar no restaurante do Udo, um jornalista alemão que resolveu se instalar como chef na Provance. Interessante o menu degustação, mas exagerado... Tentando ser inovador demais, ele acaba errando no sabor de alguns pratos, mas, pra variar, uma noite deliciosa! Já no segundo dia, saímos para conhecer as cidadezinhas locais, começando por St-Didier, Venasque, Abbaye de Senanque, Gordes, Roussillon, Bonnieux (Musée de La Truffe), Ménerbes, Lacoste, Coustellet (Musee de La Lavande) e L`Isle-sur-la-Sorgue. Cada lugar mais lindo que o outro. Incrível como lugarejos distantes não mais que 5, 10 kms um do outro, conseguem ser tão distintos e ter uma personalidade tão própria! E as casas, as estradas, os vinhedos e plantações, tudo tão bonito de ver! A noite fomos ao Chez Serge, em Carpentras (menu com truffas, muito, muito bom!). Dia seguinte, chuva pela manhã (que peninha... vamos ter que ficar curtindo a pousada, ai, ai...) Mas tudo bem, de tarde o tempo firmou e saímos para o roteiro dos vinhedos, começando por Carpentras, Crillon-Le-Brave, Le Barroux, La-Roque-Alric, Lafare, Beaumes-de-Venise (degustaçao de vinhos na La Cave des Vignerons), Gigondas, Séguret, Châteneuf-du-Pape (degustaçao na La Maison Brotte). Ah.... não sei qual roteiro foi melhor, ah, tudo foi bom!!! Cada dia uma surpresa, cada dia uma experiência melhor que a outra. Dia de ir embora eu quase choro porque EU QUERO MORAR ALI!!!
Mas tudo bem, o que nos consola é que ainda temos esqui pela frente, em Courchevel!
Depois de uma viagem fácil e rápida, fazemos check in no Hotel Le Seizena e, aqui, a primeira surpresa agradável: um quarto com vista para a montanha e uma equipe incrivelmente prestativa e atenciosa! Pra variar um pouquinho da nossa rotina de jantares e vinho, saímos para tomar uma cerveja, duas, três... e acabamos chapando o melão e, famintos, devoramos um spaghetti a carbonara num boteco de massas de fim de noite! No dia seguinte meu estômago sofreu, mas a noite foi tão divertida que valeu demais! Agora é o esqui! Na hora de alugar os equipamentos, descobrimos que em Courchevel não se alugam roupas, então acabamos comprando calças pra mim (acho bom eu aprender a esquiar agora!!!!). Pois então, fui tomar aulas enquanto o Phil se esbaldava nas pistas (e ribanceiras "off piste") de Courchevel. Nada de impressionante no meu aprendizado de primeiro dia mas, pelo menos, comecei a melhorar as minhas curvas... Já no segundo dia, revelação total! Tive um instrutor simplesmente fantástico (Francis, da Ecole du Ski Français) que fez milagre comigo! Me ajudou a melhorar muito as minhas falhas e a ganhar confiança. Com ele, perdi um pouco do medo de altura e de velocidade e acabamos descendo várias pistas azuis! Terminei o dia me sentindo a Mulher Maravilha! Nesse dia, o Phil foi explorar os 3 Vales, esquiando o dia todo freneticamente de Courchevel a Meribel e a Val Thorens e tudo de volta! Gente, vocês não fazem idéia do tamanho desse complexo onde estão as 3 estações de esqui!!!! Último dia eu e o Phil esquiamos juntos (coitado, tédio total pra ele!). Na primeira descida fiquei meio em pânico e já estava quase pendurando os esquis quando o Phil me convenceu a tentar mais uma vez. Segunda descida fui bem melhor e na terceira, sucesso total, mais controle, mais confiança e nenhum tombo! Dia seguinte, hora de partir, schuinf... Passamos a noite em Lyon e por fim dirigimos até Paris. Ai, ai, tudo que é bom dura pouco... Mas, se Notre Dame ouvir meus pedidos, logo, logo, estou lá de volta!!!! Beeeeeeeeeeeeeeeijos!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

20 de Março de 2010 (parte final)


Geeeeeeeeente, esse negócio de casar é melhor do que eu esperava, rsrsrsrs Além de toda a festa, ainda tem a lua-de-mel! E que viagem incrível estamos fazendo! Neste momento estou assentada na minha cama olhando para a porta de vidro da minha varanda de onde eu vejo nada menos do que a montanha de Courchevel, toda coberta de neve e iluminada por um sol dourado de fim de tarde, ai,ai... Acho que não fica melhor do que isso não!!!! Pois nesse intervalo entre ski e jantar, vamos à parte final do casório:
Bom, servidas as entradas, hora dos discursos! Normalmente os casamentos autralianos tem vários deles (pai da noiva, pai do noivo, best man, groomsmen, bridesmaids, noivo, noiva, etc, etc...). Conforme o casamento, esses discursos podem durar um tempão! No nosso caso, preferimos manter tudo curtinho pra não quebrar o clima de descontração. Gente, fala sério! Discursaiada em casamento é que nem rodinha de violão em festa, acaba com o papo, acaba com a alegria! Não sei se os nossos discursos foram chatos para os convidados, mas pra mim e para o Phil foram tocantes e divertidos. Primeiro falou o Blackie (best man), um discurso curto e sincero para o Phil. Depois falou o Ben (amigo de trabalho do Phil), fazendo uma homenagem bacana a nós dois. Por fim, o Phil agradeceu a todos e depois falou em português, agradecendo a meus pais e fazendo uma bela homenagem a mim, a minha família e à Maria Alice. Essa foi a única hora que a minha mãe chorou! Depois dos discursos foi servido o prato principal (muito Bom! Aliás, a comida estava ótima, pena que eu não provei todos os canapés que foram servidos... na verdade, eu nem lembrei de comer! Também fiquei desapontada de não ter provado nenhum dos ótimos vinhos, mas eu estava num estado de agitação e euforia que essas coisas ficaram pra último plano...) Aí foi a vez do vídeo! Me senti no Domingão do Faustão, desabando de chorar a cada pessoa querida que aparecia! Kika, Hellen, Cris, Fá, Jeanne,Tica, Pat, Lili e cia, Maria, Tios queridos, papai, meninas malucas falando ao mesmo tempo ao som de música da Xuxa, hahahah (gente, vou ter que ver cem vezes pra entender o que cada uma estava falando!!!!) Ah, Helenice, até ri na hora que você falou, não chora muito! rsrsrs Too late!!!! (tá aí a foto de prova)
Gente, obrigada a cada um que apareceu e que mandou mensagem, amei, amei! Estou louca pra chegar em casa e ver os bastidores e ouvir de novo tudo que cada um falou! Deni e Tiça, vocês são o máximo!!! Ah, e nem comento a luta que foi para o Phil conseguir o vídeo na última hora (já que a primeira versão foi extraviada...) De novo, Deni, I love you!!!!
Por fim, a sobremesa. Provei um pouco das três opções mas, de novo... cadê a fome?
Depois das comidas, tudo passou como um relâmpago! Um minuto conversando com os convidados e no outro me despedindo e caminhando de volta ao hotel, pela beira mar, vestida de noiva e agradecendo aos parabéns recebidos dos estranhos que encontrávamos na rua. Nunca vou me esquecer as ondas do mar, enormes (finalmente o ciclone?) castigando a encosta! Surreal! Ahhhhhhhhhhhhh, pode ser clichê, mas foi o melhor dia da minha vida!!!!! Beeeeeeeeeeeijos!

terça-feira, 30 de março de 2010

20 de Março de 2010 (parte II)


Finalmente a parte II!
Introdução: Gente, foi preciso um dia chuvoso para eu conseguir voltar ao Blog, mas confesso que essa chuva lá fora está sendo mais que bem vinda! Vocês não imaginam que coisa linda é essa casa em que estamos hospedados na Provance. A chuva fina no jardim está deixando tudo irreal de tão lindo! Me sinto como se estivesse dentro de um quadro! Aconselho a todos se hospedarem na Mas la Chauvette se algum dia tiverem a incrível sorte de topar por essas bandas!

Bom, vamos lá! Parei na cerimônia, né? Pois vou voltar um pouquinho no tempo para falar das peculiaridades de um casamento australiano. Aqui (ops, lá na Austrália) o mais comum são as cerimônias diurnas, por volta das três horas da tarde e, se não for em igreja, de preferência, a céu aberto (praia, jardim, parque). Depois da cerimônia existe uma grande pausa. Os membros da "Bridal Party" (noivos, bridesmaids e groomsmen) vão tirar fotos e os convidaods ficam literalmente à tôa, esperando a hora da recepção começar, por volta das sete da noite. Como eu acho isso o fim da picada, fiz questão de marcar o casamento para o mais tarde possível, às cinco da tarde,com recepção imediatamente em seguida. Assim, depois da cerimônia, só eu e o Phil saímos para algumas fotos (nós não tivemos a tradicional "Bridal Party") e nossos convidados ficaram no restaurante, onde a recepção já seguia com comidas e bebidas na varanda. As nossas fotos foram na areia da praia nos arredores do restaurante (muita gente faz uma via sacra de fotos, mudando de cenário, indo a diversas locações, mas o nosso casamento já foi num lugar tão especial que o melhor foi aproveitar!)
Gente, que piada! Tanto cuidado com meu vestido branco, branco, branco, carregando na capa de plástico, esticadinho, desde Sydney até Noosa (eu ficando com câimbra no braço de tanto segurar o cabide acima da minha cabeça, que nem antena de televisão) pra arrastar ele sem dó nem piedade pelo deck de madeira da praia logo no primeiro momento e, em seguida, na areia molhada! E o meu sapato branco, branco, branco de cetim? Ai, ai, socado na areia... Bom, o que importa é que eu acho que as fotos ficaram lindas e fotos são prá sempre, né??? Depois das fotos, voltamos ao restaurante para a recepção que,no meu ponto de vista, durou um piscar de olhos! Geeente, como passa rápido! Tanta expectativa, tanto planejamento e... vapt, vupt! Mas, tudo bem, eu curti cada momento, cada detalhe, desde as minhas lindas, lindas flores até o meu bolo preto e branco (tudo escolhido com tanto carinho!!!)
Prá quem não pode ver, vou descrever o restaurante. O Sails tem basicamente dois ambientes: uma sala maior, com um bar e várias mesas e uma varanda, também com mesas. Resolvemos deixar a varanda livre e colocar todas as mesas na parte de dentro (na Austrália, o normal são recepções "assentadas", cada um no seu lugar, marcado com um cartãozinho).Na nossa, deixamos o lugar de livre escolha, mas cada grupo tinha uma mesa pré-definida. Em cada mesa foram colocados pequenos vasos com flores, alem de velinhas tipo "tealight". Nas mesas longas tivemos dois vasos de tulipas vermelhas, dois vasos de freesias brancas e um vaso de lisianthus brancas (todas liiiiiiiiiiiiindas de morrer) e velinhas intercalando. Nas mesas pequenas, três vasinhos (um de cada) e velas. A toalha de mesa foi branca e as cadeiras eram lindas, de madeira escura, trançadas (me recusei a aceitar a tradição de cobrir as cadeiras com um pano branco e um laçarote amarrando o encosto). Ai, tava tãaaao boniiiiiito! Amei, amei,amei! E o bolo, gente!!! Eram 92 bolinhos individuais, metadde de chocolate branco e metade de chocolate preto, empilhados numa base de bolo de noiva. No final, cada bolinho foi colocado numa caixinha transparente e entregue aos convidados para levarem para casa. O bolo em si era bem denso,molhado,coberto com ganache de todos os lados. No fundo e dos lados, uma placa de chocolate para ele ficar quadradinho e em cima, as nossas iniciais (dá prá ver na foto?). Pois então, enquanto a recepção rolava na varanda, ao estilo "cocktail", tiramos fotos com a família dentro do restaurante. Em seguida, curtimos um pouco dos convidados , eu tomando champagne, na minha taça que nunca esvaziava! Algum tempo depois, chegou a hora do Tony, nosso MC (sim, casamentos aqui são eventos com programação definida e tem sempre alguma organização) chamar todo mundo para tomar os respectivos lugares nas mesas. O Tony é um grande amigo, casado com uma amiga de infância do Phil e foi sensacional a parte dele, divertida, cheia de humor, que nem a gente vê em filmes (tipo quatro casamentos e um funeral). Pois ele deu informações gerais (tipo o que será servido, onde pode fumar, essas coisas), falou um pouco da gente e anunciou os discursos. Que nem em filme mesmo! Bom, logo depois de todos se acomodarem,os garçons passaram anotando os pedidos (eu escolhi caranguejo de entrada e camarões de principal. O Phil escolheu lula e filet). Servidas as entradas, hora dos discursos! E..... cena dos próximos capítulos!!!! Beeeeeeeeeeeeijos

terça-feira, 23 de março de 2010

20 de Março de 2010 (parte I)


Avisos: Fugindo a regra de postagens informativas e menos pessoais que eu gosto de escrever no blog, essa vai ser diferente... E vai ser longa... rsrsrs

Geeeeeeeeeente! Quem diria! Eu fui noiva! E fui noiva de branco... E fui noiva que estressa... E fui noiva que tem seu momento de pânico... e fui noiva que chora... ou melhor dizendo, que se derrete de chorar! E eu fui a noiva mais feliz do mundo!!!

Pra quem não pôde estar lá, vou contar como foi o dia, do começo ao fim. Vamos lá!

Acordamos, eu e o Phil, no meu quarto de hotel quebrando a regra de que o noivo não deve ver a noiva no dia do casamento. Saí rapidinho pra comprar Gatorade e aspirina pra curar uma super ressaca, já que na noite anterior, fomos de bar em bar, bebendo muito e quebrando a regra (que deveria ter sido seguida) de que os noivos devem ter uma noite light no dia anterior, ai, ai... Depois do café da manhã o Phil foi cuidar dos assuntos ainda não finalizados do casamento e eu fui acessar o Skype pra ver as minhas amigonas brasileiras fazendo festa na casa da Lu. A Maria (minha fiel escudeira) chegou pra me fazer companhia e como a festa no Brasil ainda estava no começo e eu precisava urgentemente de um banho de água do mar, fomos, eu e Maria, para a praia. Delícia! O mar tava agitado (seria o ciclone anunciado pela previsão do tempo chegando?) mas a água estava perfeita! Aaaaaaaaaai como foi difícil sair daquela praia pra ir me aprontar!!! Mas quando olhei o relógio e vi que eram quinze para as duas (a cabeleireira/maquiadora ia chegar no hotel às duas e meia) corri pro hotel e tomei o meu banho de noiva meio na correria... Quando saí do chuveiro, vi que o relógio do quarto estava marcando uma hora a menos! Ufa! Salva pelo horário de verão que o meu relógio de pulso ainda estava marcando (em Sydney estamos no horário de verão, mas em Queensland não). Beeeeem mais tranquila, tornei a ligar o Skype e fiquei me aprontando na cia da Lu, Pat, Clô, Gio, Ju que já tinham entornando uma bela coleção de champagne!!! (E da Hellen, lá da casa dela, na luta contra o sono!). Maria e mamae chegaram pra se aprontar comigo e, em seguida, a Annete (que fez meu cabelo e maquiagem). Aqui meu primeiro conselho a futuras noivas: façam um teste de cabelo e maquiagem antes do dia do casamento! Esse teste me salvou de casar com uma maquiagem que o Phil e eu não teríamos gostado. Na quinta feira de manha, fui fazer o tal teste e, do salão, fui buscar o Phil no aeroporto (com o cabelo desmanchado, claro, e a maquiagem quase toda removida). Assim que me vê, o Phil fala, todo cuidadoso: você está com muita maquiagem... Ahhhhhhhh... pra quê! Estressei e emburrei geral, tadinho... mas no final das contas, ele tinha razão. No dia do casamento, pedi para a Annete não colocar base, pó, essas coisas porque realmente nao ficam bem em mim! Ela usou corretivo em alguns pontinhos e só! Fez um olho lindo, um pouquinho de blush e batom. Eu fiquei super feliz e o Phil também! Na hora do cabelo, deixei a Annete prender (afinal, os ventos do ciclone ainda ameaçavam) mas bateu um medão de eu não gostar porque o plano sempre foi casar de madeixas soltas... Mas na hora que a Annete me mostrou o espelho, dei a minha primeira choradinha... A essa altura do campeonato, o quarto estava uma zona de guerra! Eu, Lu, mamae e Maria aprontando, Annete e Rachel (fotógrafa), além da Lu Lana e a Pat fazendo a maior bagunça no Skype! Um pouco embriagadas, as duas gritavam: "O fotóoooooografa! Tira fotos do casamento!!!" Hora de pôr o vestido... pânico! Mamãe esqueceu como amarrar as costas! Arre!!! Santa Annete sabia o que fazer e, graças a ela, eu cheguei a tempo na cerimônia! Minutos antes de sair do hotel, recebo uma mensagem no celular: céu abrindo, nada de chuva, nada de vento! Obrigada São Pedro!!!! La vamos eu e mamae para a salinha de espera do restaurante e ali, damos uma treinadinha nos passos, com mamãe me conduzindo. Uma tacinha de champagne pra relaxar e tá na hora! Entramos pela passarela a beira mar até o gramado do restaurante, onde o Phil me esperava aparentemente mais calmo que eu! Umas lagriminhas rebeldes já escapavam e cadê o Kleenex que a Lu ficou encarregada de me entregar em caso de choro? Cerimônia prosseguindo, com um breve relato da nossa história contado pela celebrante e mais lágrimas aparecendo... Cadê o Kleenex??? Dou umas olhadas pra Lu, levanto a sobrancelha, faço sinais... Kleenex pelamordedeus!!!! Tento secar as lágrimas com os dedos e torno a encarar a Lu... Kleeneeeeeeeeeeeeeeex.... Por fim, alguém cutuca ela e a Lu, mais que depressa, pula da cadeira e vem em minha direção! Ufa! Mas ao invés de me dar lencinho, ela toma o meu bouquet e volta a se assentar!!! Agora eu tô chorando e sem bouquet! Naomi (nossa sobrinha de 2 anos e quatro meses) vem me salvar e me dá o bouquezinho dela! Dá pra acreditar? A cerimônia prossegue, eu sigo lutando contra as lágrimas e por fim aparece o Kleenex (o bouquet não volta). Trocamos alianças. Agora são os nossos votos, que o Phil escreveu pra mim e eu escrevi pra ele e as lágrimas aparecem nos convidados também (gente, foi lindo mesmo...). O noivo beija a noiva, assinamos o certificado e viva nós! Aplausos e abraços! Ahhhhhhhh, como foi linda a cerimônia. Realmente tocante e pessoal, nunca vou me esquecer! E que cenário surreal,com a praia e o mar nos emoldurando! Foi perfeito, perfeito!!!